fazer o que se pode fazer

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o astro escondido no canto inferior esquerdo(
da tela) partilha histórias tristes e medonhas, n
o mundo moderno pra chegar vivo até aqui ele
me diz, diga, eu digo, no silêncio raivoso, cera
de vela caindo nas têmporas, a física se afasta
reclama um adeus um auf wiedersehen passo q
ue a tinta se aproxima, invisível, realização dev
ia ser uma grande viagem, à lua a ex-planetas a
um lugar menos barulhento: interminável me lemb
ro de que a cor vem daqui (quem sente falta de a
stros astronautas astrofísicos astroboys asteriscos 
quando se possui o mais antigo e calmo poste de lu
z) do alto da próxima torre demolida, braços abert
os de remorso, pergunto à constelação se ela é assi
m tão incansável, a resposta me descansa, e.e. xinga
um pouco, tento tirar alguma proposta, a coisa não v
em, me calo, procuro o astro, não acho, vou ver o filme.

_Gabriel Resende Santos_

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