para yukio mishima

22:36


foto por Mers-J

as naturezas são as que se enrolam no chão. contaram
que meu reflexo tem pena de mim mesmo. um
alligator antigo cantava, dentro do rio maracanã, os contos
de fada. aquele da princesa gótica que se apaixona pelo príncipe
covarde e indefeso. uma língua pra curar todos os males. pétalas
de verbos poderosos influentes caindo pálidas sobre a cama
à meia noite. dois travesseiros, uma cabeça. no sonho do
mais delicado e forte amigo a trilha-sonora é até orgulho
da ilusão arenosa. mas um abraço do amigo nem praias podem
imaginar. a honra continua. acordamos com honra saímos com honra
estudamos e trabalhamos com honra e com honra perdemos
as oportunidades que surgiram. o fracasso é que a língua perde
ritmo. fracasso maior é que aqui fora daqui também perdemos
ritmo. sapos ostentando suas luminescências, a primeira vaidade
a abrir o jogo. mandam aceitar que o exército não te escuta
os amigos te excluem as ruas te excluem a cidade está mais preocupada
com as obras do condomínio as pedras do texto no máximo são as pedras
da vesícula. a confirmação vem num idioma que não entendo. detrás
da lona as sombras encorajam. a coisa certa pelo menos agora. no entanto 
a valentia é uma nobreza que anda em falta. isso explica a desistência. paciência
que logo nos juntamos a você. por enquanto a gente enrola e se enrola, 
apesar dos desespero teimoso, esperando conselhos vermelhos 
do nosso general decapitado. 

_Gabriel Resende Santos_

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