para um possível fim de mundo

15:14




deu tilt.

meio qu
             e caminhava pra is
                                         so.

cinco pras se
                 is 
e o corpo diz
                ia
pois hoje não é dia dê.

nuncaqueoraloconhecimentodascoisasargumentariacontraosfinsdotempo.
 acne/obesidade/ um terrível/problema de hospício.

game overrrrrrrrrrrrrrombado.

faça
-me o
favor
tão
baixo
em
tão
pouco
tempo de
verso.

escrever é que nem brincar de roleta-
russa: atira até morrer. mas na poesia
se morre na areia pra não soar clichê.

o casamento – interroga: foi.  / tua primeira vítima me escreve uma carta psicografada
o namoro – interroga: também. / um taxidermista profissional praticamente sem falha
o beijo – interroga: nunca mais. / nem se sabe onde foi parar o sexo de teu ódio.

tempo acabando mas que cadáver mais lindo. quantos cadáveres
você já acumulou hein carlisnhos? digo
carlinhiaos? ocarlinhoargentino.
o armário é pequenininho você não cabe ali.
dentro da gaveta só se fosse menorzinho
vem que eu te escondo no texto detrás do t
duma palavrinha aleatória. esse ninguém encontra nem
o menos genérico dos sherlocks.

Contarei uma história. Foi assim: eu tinha uma namorada chamada Laurie Lou.
Laurie Lou me amava, eu amava Laurie Lou.
Um caminhão passou e arrastou Laurie Lou.
O caminhoneiro não amava Laurie Lou,
pra falar a verdade sequer conhecia Laurie Lou.
Se ele conhecesse Laurie Lou não tomaria mais cuidado
porque ninguém tinha percebido Laurie Lou na rua.
Eu perdoei o caminhoneiro e na sexta estacada
contei como Laurie Lou ficava bonita nos fins de semana.

CHEGA q
deu tilt.

vou voltar aos desconhecimentos que falar do que se sabe é coisa de metido, de poser,
de quem ainda não se afogou.

deus vos abençoe
e que venha a tsunami.


_Gabriel Resende Santos_

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