rios

15:12




Meu amor, meu amor, doce amor, triste amor. Conta-me uma love story.

Era uma vez um pequeno e solitário banzo que se apaixonou por dedos imaginários. Quando sua mãe descobriu quais eram suas intenções cortou todos os seus acordes e linhas. Um banzo que desaprendeu a chamar.

Por que as mil montanhas criam novidades todas as noites?

Guizos, guizos, guizos. O som do guizo me lembra o brado mefistofélico da galera punk e marginal. Glauco Mattoso recitando aqueles sonetos do demônio, os Garotos Podres vomitando macarrão e gordura no metrô de São Paulo. Como me sinto sozinho, porra, caralho!

Hi hi hi hi bye bye bye espero que ele tenha me ouvido

Quantas inovações tecnólogicas são necessárias para substituir o gosto de fruta madura pela boceta de adolescentes fogosas?

Me explica o que é transcendência?

Lápis de olho sempre te deixou com cara de piranha. Estou dizendo agora porque morrer é uma fofoca.

Descobri que eu sou completamente dependente da minha mãe.

Uma rua vermelha aberta me fez trafegar pela avenida mais extensa da cidade. Achei que apenas os mais enrugados pudessem piscar mas que coisa: descobri que eu também sou luz.

Vou me matar porque meu namorado me trai com um garotão.

O sentido da minha existência está inserido num recipiente escuro e empoeirado que foi abandonado em algum rio desconhecido no Japão. Estou esperando até que algum japa babaca encontre a verdade sobre minha vida de merda e comece a rir da minha cara.

Ah, se eu pudesse te contar o que sinto. 

_Gabriel Resende Santos_

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