orquestra

15:33



as
janelas
onde
guardo

(sabedorias)

*

silêncios
vermelhos
pés deslizando
sobre
carpetes
de cocaína

(devir
pretérito)

lentes
lançadas de
sobre
para
o contralto
concreto

gritos
operísticos
das buzinas

(carroças 
negras
roxas
azuis)

a ninféia terrestre
germinando
dos cabelos
invisíveis
da sereia

janelas
nunca
se fecham

de verdade

_Gabriel Resende Santos_


Imagem: Night Windows, de Edward Hopper.

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